Saberes

Sonho com supercordas.
A um tempo alcanço
O sortilégio em pleno
Supermercado das ideias ideais,
Não sem me surpreender,
É certo:
A suma do saber,
A me apontar a saída final,
Se
Definitiva e categórica;
Sei.

Mas me assanho
E saio ao encalço
Dos mundos de costas
Uns para os outros,
Mundo às avessas;
Busco a travessia
Com a faca matemática
Presa entre os dentes,
Mas não corto ninguém.
Nada de sumo acho,
E nada do caixa, além.

[7/ “21 Poemas” – 2015]

38.1952
Um Mark Rothko (Nº 10, 1950)
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