Os humilhados do parque municipal

O parque anda a cara do Brasil de Dilma, nossa suposta presidente.
Há abandono, desespero, miséria e vício por toda parte.

Jornal
Nem os peixes do parque municipal estão imunes à crise. Foto: Antônio Siúves (esta tarde)

Diferentemente da elite branca golpista de BH, vou muito ao Parque Municipal.

Bonito e mixuruca, é o parque possível para quem vive nos bairros à sua volta.

Mixuruca porque foi amiudado por filisteus desde sua abertura, em 1897, e estrangulado pelo asfalto e pelo trânsito.

O parque atual equivale a menos de um terço da extensão original – uma área de 600 mil m² amputada para 182 mil m². Aos poucos foi sendo comido pelas beiradas para atender a todo tipo de interesse.

“Pêsames à população de Belo Horizonte, particularmente às crianças residentes nos arranha-céus do centro. A invasão foi lenta e sorrateira”, lamentou Pedro Nava no “Chão de Ferro”.

Hoje, são famílias da periferia de BH que mais usufruem do parque, nos fins de semana.

Mas o assunto da nota é outro.

O parque municipal anda a cara do Brasil de Dilma Rousseff, nossa suposta presidente.

Há abandono, desespero, miséria e vício por toda parte.

Onde foram parar os humilhados do parque com os seus jornais, como diz Belchior na linda “Alucinação”?

É uma gente a vagar abaixo da linha da humilhação, onde vive quem não tem mais o que buscar.

Num cenário dantesco, o ar está cheio de perguntas que foram feitas há muito tempo e se perderam sem resposta.

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