Na feira de flores do Arnaldo

Arnaldo agora
Foto: Antônio Siúves

Como Mrs. Dalloway, saí para comprar flores.

Como sempre, ando quatro quarteirões até a feirinha atualmente ao lado do Colégio Arnaldo, às sextas.

O movimento é pequeno para uma antevéspera do Dia das Mães. O aperto é geral, penso.

Ainda integro a ínfima freguesia masculina da feirinha.

Ainda desperto curiosidade ao retornar com meu maço de lisiantos, em geral entre mulheres.

BH não é uma cidade dotada de mil praças e jardins e, pena, não tem florista, o pequeno florista do dia a dia.

Saí para comprar flores, como Mrs. Dalloway, a me lembrar dos versos de Drummond em “Tarde de Maio”: “…Eu nada te peço a ti, tarde de maio,/ senão que continues, no tempo e fora dele, irreversível, / sinal de derrota que se vai consumindo a ponto de/ converter-se em sinal de beleza no rosto de alguém/ que, precisamente, volve o rosto e passa… / Outono é a estação em que ocorrem tais crises,/ e em maio, tantas vezes, morremos…”

BH ainda agora era uma cidade mais amável.

[Atualizado às 19h16, com links e um acréscimo.]

 

 

 

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