5 minutos e meio de vergonha no Jornal Nacional

NOTA: Por completa burrice do autor do jornal, este post desapareceu por algumas horas, sem que ele tivesse a menor ideia do porquê, mas, ei-lo, de volta, ufa!

JN2
Imagem do JN: a poderosa produtora Paula Lavigne e suas turma reunidos no Rio para barrar o apocalipse

A Globo, a esquerda e a máquina de entretenimento que depende do dinheiro público para se mover estão unidos por uma mesma causa: restituir o Ministério da Cultura à sua influência.

É a causa mais importante do país neste momento, e a mais decisiva para o futuro da nação, creia quem puder.

Cenas do próximo capítulo: Temer recua pela enésima vez e recompõe o MinC, para felicidade geral da aldeia global. Já recuou?

O JN dedicou ontem cinco minutos e meio ao movimento — no qual a Rede Globo talvez seja a parte mais interessada, como produtora de audiovisual e “mãe” empregadora de quase todos os manifestantes — para mostrar a contrariedade do “meio cultural” com a extinção do MinC.

Tudo embrulhado no papel de presente vicário de nobilíssima causa social.

O ator Wagner Moura diz mais ou menos o seguinte na “reportagem”, a população de um país miserável como o nosso não pode viver sem Ministério da Cultura.

Sua fala me fez pensar que talvez a universalização do saneamento básico (benefício com o qual menos da metade dos brasileiros pode contar) realmente dependa da pujança da indústria cinematográfica.

A produção do JN não encontrou uma única voz para defender a fusão da antiga pasta com o Ministério da Educação ou apta a explicar as (ótimas) razões da decisão tomada pelo governo Temer.

A estrutura conjunta Cultura-Educação é corriqueira no mundo civilizado; entre nós, significa “retrocesso”.

Volto ao assunto logo mais.

O Antagonista cita aqui o artigo de Rosângela Bittar, no “Valor”, que não custa reproduzir também aqui:

“O governo já havia descoberto ali [no Minc] um bunker de resistência, uma central de alimentação das redes sociais que atuam em propaganda e campanha eleitoral, um arsenal de instrumentos de mobilização de agentes culturais e outros com objetivos partidários (…)

O governo Temer identificou o ministério como um aparelho, com incentivo dirigido e propagação da campanha do golpe. Dali partia um bombardeio contra a nascente gestão. Se a vocação do governo Temer era unificar o Brasil, o objetivo não seria atingido com uma tropa do contra radicada em área tão vital.

A vocação de hegemonia e totalitarismo, a serviço da apropriação do Estado, estava impregnada no Ministério da Cultura, concluíram os analistas do governo. Haverá enxugamento de cargos, revisão de contratos e até de empenhos”.

 

 

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3 comentários em “5 minutos e meio de vergonha no Jornal Nacional

  1. Prezado Antonio Siúves,
    uma rápida busca mostra o que estes defensores não querem ver!
    https://en.wikipedia.org/wiki/Ministry_of_Education_and_Culture

    No final de seu artigo, há comentário sobre enxugamento de cargos, revisão de contratos entre outros.
    Um assunto relacionado a isto, tangenciado em alguns momentos, e que acaba caindo no esquecimento, é o tema sobre a economia que poderia ser alcançada com o cruzamento de dados da União, estados e municípios, por exemplo, em matéria da Folha, 2010.
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1803201002.htm

    Gostaria de ler seus comentários a respeito deste assunto!
    Atenciosamente,

    Allan Lemos

    Curtido por 1 pessoa

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