No cabaré do Machadão, só tabela

Segundo o ex-presidente da Transpetro, nos governos do PT
os costumes foram degenerados.
Romperam-se as cotas tradicionais do “custo político”

No cabaré do Machadão

As confissões da delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, doravante Sergio Machadão, iluminaram com refletores o que só se enxergava através da baça luz vermelha.

Segue uma prosaica análise das confissões de Machadão.

Machadão ele próprio operava uma casa de tolerância dentro da mansão deste ofício encoberta na Petrobras.

Como se sabe, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada, Nestor Cerveró e outros graúdos representantes do PT e do PMDB na mansão tocavam suas próprias filiais. A matriz, por assim dizer, era administrada no Palácio do Planalto.

Grosz - os pilares da sociedade
George Grosz: “Os Pilares da Sociedade” (1926)

A Petrobras, declarou Machadão, é “a madame mais honesta dos cabarés” do Brasil. Pode-se entender que cobravam na mansão a tabela padrão e tradicional do chamado “custo político”.

Eis a tabela de desvios praticada na zona da República, conforme Machadão:

Governo federal – 3%
Governos estaduais – 5 a 10%
Municípios – 10 a 30%

Na era do PT, diz Machadão, houve uma revolução nos costumes. A clientela começou a exigir luxúrias nunca antes praticadas neste país, e deu exemplos de covis onde são permitidas tais exorbitâncias:

  • DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte)
  • Companhias Docas
  • Banco do Nordeste e outros bancos oficiais
  • FUNASA (Fundação Nacional de Saúde)
  • FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação)
  • DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a Seca)

Uma conclusão que se pode tirar da delação de Machadão, e da zona em que converteram o Brasil, é que a velha ordem da política não será desinfetada tão cedo, e vamos precisar de muitas Operação Lava-Jato.

Outra é que talvez reste ao cidadão propor ao atual presidente do Congresso Nacional regime de urgência para se aprovar uma lei que institua a CTR (Cobrança da Tabela Republicana).

Quem infringir as antigas cotas do “custo político” sujeitar-se-á aos rigores da lei.

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