Um pouco sobre minha mãe

Volto A escrever à mão e alegra-me Saber a caligrafia da mãe, do lance manso de deitar o Tempo em folhas, Cadernos, papéis de pão, à margem, Orações e contas do seu pouco A letra Que hesita neste bordado fotografa Novenas, receitas, haveres e curtas Dívidas que não sabia dever (E ensinava a nunca se […]

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Feitio

Às vezes cismo se tal feitio é correto para cair no mundo desfilar no desfiladeiro onde modelos se cortam na fuga de figurinos entre cores errantes quando ”The memory throws up high and dry A crowd of twisted things”

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O samba da serotonina

O samba da serotonina é um sambinha meio blues. No contrapasso binário oscila: vai não fui: então seca a dopamina. E a oxitocina? — Dançou! À luz no oeste, endurece, tal chiclete no fim; já noturno é omelete, hecho à moda malsã: clara batida em neve sob espessa lava de ovo, Do ovo que gorou.

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Ansiolítico

Engaiolada, a alma se afina De cor (by heart), o coração cartesiano canta melhor Diligente, a gente se enquadra, a gente pula carniça (leapfrog) em redes sociais. [Originally published in 10 December 2012]

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Enojei-me dos cadernos de comida

“Esta es una realidad enraizada en nuestro tempo, la partida de nacimiento de las nuevas generaciones, una manera de ser, de vivir y acaso de morir del mundo que nos ha tocado, a nosostros, los afortunados ciudananos (…) a los que (…) la liberdad, las ideas, los valores, los libros, el arte y la literatura […]

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un deux trois (revisitado)

Para Moreira y Mendonça Eram Guso, Poderval, Sussanho (*) Cada cão do seu tamanho Entre outra e uma colherada Duma divina marmelada. Produziam um manifesto Cujo teor era o protesto Contra os homens sem pescoço Nascidos todos do fosso Ladinos feito cavalos Mas excelentes dançarinos. (*) Os pastores alemães do “Estorvo” (Companhia das Letras, 1991), […]

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