Nossa humanidade vai à farmácia

Ser humano, esta doença. Ou: inauguramos o humano 2.0 — era que certos filósofos e ensaístas também tratam por “pós-humano”. Este artigo, para mim indispensável, publicado hoje pelo The New York Times, não discute quadros depressivos graves, mas a incorporação da cultura pela psiquiatria (ou a extensão desta àquela), numa “época em que os meios de […]

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“Serena”, bola fora de Ian McEwan

Acabei Serena, romance de Ian McEwan lançado “mundialmente” entre nós pela Companhia das Letras, como diz o selo colado à capa. Ainda não saiu no inglês original no país do autor, certamente porque nós, emergentes dos BRICs, já temos muito mais livrarias do que a grande Buenos Aires; trocadilhando, imbricamos de vez no primeiro mundo […]

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II pequeno manifesto contra o infesto¹

“(…) pois só como fenômeno estético podem a existência e o mundo justificar-se eternamente (…)” Friedrich Wilhelm Nietzsche — “O Nascimento da Tragédia” Ó zeloso guardador da chama, livrai-me do desfile sem vida da vida desventrada, do riso e da chaga do mundo supurados; Governai-me, santo anjo, contra o espírito que rasteja no eterno reino […]

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Nervoase poate

Nervoase poate Ou versinhos quebrados à guisa dum adeus a Paulinho Werneck I push avante go popurudito (purutactatac) y vernizado tracatá — II guiar l’audace possible nel lustroso 5º andar — en todos los sitios de la malasaña Paulínia reforjar o (refogado) festGullar — III brindo a ti com mia acqua Araxá du vin avec […]

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Oração ao pós-humano

Ó, Grandessíssimo Doutor, Lâminas de massa grisada expõem meu espírito plástico refeito e afeito às curvas dum Guggenheim de Bilbao Do pós-tudo ao pós-humano, da síntese ao biossintético, decanto Teu tesouro nanométrico a ansiar pela vinda do emplasto que há de recauchutar telômeros, reeducar proteínas e sinapses sem o ranço da eugenia, afinal, E, Naturalmente, […]

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